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sábado, 12 de dezembro de 2015

Odeio quem criou a regra que não se pode cortar a alface

Por necessidade de odiar alguém e despejar os meus recalques


Fonte: freeimages
Das regras de etiqueta social, a que eu acho mais ridícula é a de que não se deve cortar a alface, apenas dobrar e colocar a folha inteira na boca. Não importando o tamanho da folha que foi servida. Adoro alface, mas continuo cortando ela conforme acho necessário. Já me curvo à regras demais para tolerar ficar com a boca cheia com uma folha verde gigante que alguém esqueceu de "rasgar em pedaços menores".

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O carro dos sonhos do meu pai

Refletindo sobre a diferença entre a expectativa dos sonhos e a realização deles


Fonte: Wikipédia
Há 29 anos a banda de rock "Camisa de Vênus" lançava o seu álbum de maior vendagem, “Correndo o Risco”. O grande sucesso do disco foi a música "Simca Chambord". Na música, a banda fazia um paralelo entre o primeiro carro de luxo produzido no Brasil e as mudanças políticas que ocorreram no país durante período em que ele foi produzido aqui. Eu já tinha ouvido falar no Simca Chambord, mas como eu nunca me importei muito com marcas e modelos de carros não sabia nada sobre ele até que a música começou a tocar nas rádios.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A minha primeira TV

Um balanço da influência da TV na minha primeira infância.


Fonte: Deviantart e Wikipédia
Estava olhando num restaurante, um menino bem pequeno. Os adultos conversavam enquanto ele se distraia com um tablet. Fiquei lembrando que quando tinha a idade dele não tinha essa opção e, aliás, nem televisão eu conhecia. Pois é, por incrível que pareça eu fui conhecer televisão só com quase 4 anos. Na verdade, na minha distante cidade no interior não pegava nenhum canal. Foi quando um político/comerciante da cidade decidiu reunir fundos entre os moradores para instalar uma antena repetidora de TV. Na verdade, isso possibilitava pegar apenas um canal de TV e o canal escolhido foi o que transmitia a programação da Rede Tupi, que foi a primeira e na época a maior do Brasil.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Corrupção e Obras Públicas – Obras de urgência para reforçar o caixa da campanha eleitoral; ou o caso da secadora industrial

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: Wikipédia
Todo os anos que ocorrem eleições são repletos de obras, inaugurações, eventos, etc. É quando o os candidatos precisam aparecer e lembrar ao eleitor que eles existem e o quanto eles já fizeram (ou pretendem fazer) pelo bem deles (entenda a frase como melhor quiser). Pontualmente esse ciclo ocorre a cada 2 anos, alternando-se as eleições municipais com as estaduais e nacionais.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Corrupção e Obras Públicas – Empreguismo também é uma forma de corrupção; ou o caso do filho do motorista do senador

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: openclipart.org
Estava lembrando de um editorial do jornal Zero Hora, dei uma pesquisada e achei, ele falava sobre a “praga do fisiologismo”. Num determinado trecho (veja que o editorial é de outubro/2011) é dito:

“[...]a pior parte desta mistura de empreguismo e fisiologismo parece ser mesmo a relação promíscua entre os ocupantes de cargos importantes, seus partidos e prestadores de serviços para o governo, sejam eles empresas ou organizações não governamentais. A tentação de usar o poder para beneficiar amigos e apadrinhados é sempre muito grande[...]”

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Corrupção e Obras Públicas – O Conflito de Interesses das pessoas envolvidas na obra

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: FreeImages
Há uns dois meses vi uma notícia sobre uma obra em atraso que foi investigada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma das irregularidades apontadas foi o fato do engenheiro projetista do projeto básico (que serve como base para a licitação) ser também coautor do projeto executivo, o que é vetado pela Lei das Licitações. O artifício usado foi que quem assinava o projeto era o filho do projetista original, como responsável técnico por uma empresa com um CNPJ diferente. Fiquei pensando, isso é muito mais comum do que se imagina.

Corrupção e Obras Públicas – Todo o fiscal de obras tem o seu preço?

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: openclipart.org
Toda obra pública tem um ou muitos fiscais para “garantirem a qualidade dos serviços”. São engenheiros e técnicos especializados na área do serviço que estarão fiscalizando. A sua atribuição é garantir que os serviços estão sendo executados conforme o projeto e especificações contratados; certificarem que o prazo contratado está sendo cumprido; fazerem medições das quantidades executadas para fins de pagamento; e serem um canal para solução de problemas técnicos surgidos ao longo da obra. Eles podem pertencer aos quadros da contratante ou serem de empresas terceirizadas. Um bom fiscal pode ajudar no bom andamento da obra de uma forma análoga à um juiz de futebol. Mas, da mesma forma que no futebol, pode atrapalhar bastante se for mal-intencionado.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Corrupção e Obras Públicas – O percentual da propina (ou porque eu acredito nos 3%)

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Sempre fui avesso às teorias da conspiração. Quando ouvia falar em alta corrupção na ordem de 10, 20 e até 30% dos valores, sempre achei absurdo. Isso só é válido para pequenas propinas. Por exemplo, para não receber uma multa de R$1 mil, “molhar a mão” do agente público com R$300. Porém, quando se fala em uma obra de, por exemplo R$5 milhões, 30% é dinheiro demais para passar desapercebido. Mesmo que a obra seja superfaturada.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Corrupção e Obras Públicas - Como eu aprendi sobre Cartel

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: Wikipédia
Eu ainda não era formado, mas já trabalhava no ramo com carteira assinada. É bem verdade que só ganhava um salário mínimo, numa época que ele valia bem menos do que hoje. A vantagem é que ia a pé para o trabalho e podia continuar na faculdade. Era um sábado qualquer, e estávamos só eu e um colega que já trabalhava na empresa há mais de 15 anos. Tínhamos que entregar um trabalho para segunda-feira. Naquela conversa amistosa, não sei ao certo o porquê, ele resolveu contar alguns “segredos” da empresa. Normalmente coisas bobas, mas que ele achava importantes. Queria impressionar um novato (no caso eu) com o tanto que ele sabia do mercado.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Corrupção e Obras Públicas - "Nunca se roubou tanto..."?

Da série "Corrupção e Obras Públicas". Você pode entender como fantasia ou ficção, eu só conto o que eu vi, ouvi e vivi. Será?

Fonte: Wikipédia
O ano acho que era 1991. O Presidente era Collor de Mello que havia derrotado Lula na época em que a eleição não era em dois turnos. Estava trabalhando num megaprojeto, símbolo do Governo Federal. Lembro do meu gerente, que era bem pouco mais velho do que eu dizer: “o PT jamais ganhará uma eleição de peso se não utilizar as práticas de outros partidos. ”

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Equilíbrio entre o uso da água e da energia

Imagem: Free Stock

Há algum tempo coloquei uma frase no meu blog dizendo que o binômio água-energia definiriam o futuro da humanidade. Hoje li um artigo na Scientific American Brasil que retoma este tema.Na verdade, o artigo se estende pelo planejamento da produção de alimentos, além da água e da energia. Porém, dois trechos me chamaram a atenção:
"Cerca de 80% da água que consumimos destina-se ao cultivo dos nossos alimentos. Quase 13% da produção de energia é aplicada para captar, limpar, distribuir, aquecer, refrigerar e eliminar a nossa água.""Gastamos mais água utilizando nossos interruptores de luz e tomadas elétricas que abrindo nossos chuveiros e torneiras, porque é necessária muita água para resfriar usinas de energia[...]. Também consumimos mais energia para aquecer, tratar e bombear nossa água que para gerar iluminação. Desligar as luzes e os aparelhos poupa enormes quantidades de água, e desligar a água economiza grandes quantidades de energia."
Mesmo se considerarmos que os dados são mais focados na realidade americana, a informação é preciosa e devemos carregar na mente como um mantra.


Fonte:
"Energia + Água + Alimentos" - Um quebra-Cabeça para o Planeta. Por Michael E. Webber. Scientific American Brasil nº154, março/2015, p.47


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Enfrentando os monstros da esquizofrenia

O pior pesadelo de um esquizofrênico é a discriminação que ele sofre



Adoro quando a vida me surpreende com experiências novas e positivas. Eu sou um planejador obsessivo, e como tal qualquer coisa imprevista me deixa em pânico. Pois bem, aquele fim de semana estava planejado completamente diferente do que ocorreu. De repente eu me encontrava na cidade de São Paulo, onde eu imaginava, no máximo, passar um sábado letárgico. Pouco tempo depois estava eu no Anfiteatro do Instituto de Psiquiatria da USP. Eu, um leigo total, no meio de um público formado majoritariamente por psiquiatras somados a outros profissionais da área da saúde. Todos interessados em se atualizar e debater sobre esquizofrenia.

Confesso que já li algumas reportagens e artigos sobre o assunto, mas todos em publicações leigas. Embora não fosse um ignorante no assunto, tinha apenas uma pequena fração do conhecimento do restante do público. Então estava apreensivo para não chamar a atenção (e não passar vergonha). Ainda assim fascinado com a oportunidade de aprender. Logo o primeiro dos oito palestrantes citou uma frase de impacto que, como sempre, não lembro exatamente, mas era algo como: “a esquizofrenia é o principal problema de saúde pública do mundo, maior até que a AIDS”. De olhos fitos, a partir dali estava eu mergulhado num universo de palavras distantes como psicoses e farmacologia, ou desconhecidas como como comorbidades e discinesia.

Depois de um dia inteiro em ótima companhia e aprendendo muito sobre um assunto tão denso eu já estava convencido que aquele tinha sido um dos dias mais interessantes da minha vida. Não tenho, nem de longe, a pretensão de descrever a esquizofrenia, até porque existem ótimos sites sobre o assunto. Só deixo claro o que me pareceu: é uma doença incurável (embora possa ficar assintomático por muitos e muitos anos), muito debilitante, com um impacto devastador sobre as famílias dos portadores, em boa medida tratável (embora as medicações possam ter efeitos colaterais igualmente terríveis) e que diminui a qualidade e a expectativa de vida em decorrência de efeitos secundários da doença.

Nesse momento você pode estar pensando que eu devo ser algum sádico, para dizer que o dia foi dos mais interessantes. Na verdade, a existência da doença é um fato, negar ou ficar ignorante sobre ela não melhora em nada. E é justamente sobre esse ponto que o dia se tornou redentor para mim. Já no final da tarde, com cerca da metade do público tendo se evadido, ocorreram as duas palestras de maior impacto. Primeiro um pesquisador que mostrou fatos e dados que comprovam o alto índice de estigmatização que sofrem os esquizofrênicos. E este índice é assustadoramente alto dentre os profissionais de saúde. Essa revelação causou um visível desconforto no público presente. A última das palestras foi a única que não foi dada por psiquiatra, psicólogo ou terapeuta ocupacional, foi apresentada por um esquizofrênico.

Eu tinha uma imagem muito simplificada e preconceituosa de um esquizofrênico. Lembro de quando criança, na casa do meu avô, ver vários “loucos de rua” afluírem até lá em busca rotineira de ajuda. Era comum essa presença devido às crenças religiosas e filosóficas dele. Naquela época, cada vez que um deles aparecia, eu fugia para dentro de casa e ficava bem perto da minha avó. Eu tinha medo. Já adulto, eu chefiava uma equipe de cerca de 20 pessoas quando um engenheiro da minha equipe (estávamos só eu e ele na sala) teve uma crise psicótica (na época não tinha entendido que era isso). Tentei ajudar, mas não tinha a menor ideia de como agir. Na verdade fiquei muito preocupado, já que ele tinha que viajar muito e realizar atividades, durante as quais, uma crise daquelas causaria risco à própria vida dele. Anos depois encontrei ele numa viagem, ele estava com a família e deu a entender que não estava mais trabalhando. Fiquei com muita pena.

O episódio mais recente, ocorreu há cerca de 5 anos. Trabalho numa grande empresa e um certo dia chegou um colega do setor administrativo apresentando um novo empregado. O rapaz pareceu muito tímido. Alguns dias depois ele se apresentou para o trabalho e, imediatamente, o meu gerente pediu informações sobre ele para o setor de recrutamento. O rapaz tinha um comportamento muito estranho e desconectado. O trabalho dele exigia atenção e capacidade de realizar algumas tarefas com o uso de planilhas eletrônicas e power point. No início até tentamos, mas depois era difícil até “arrancar” um cumprimento dele. Ele simplesmente não estava mais “conectado”. Uma das últimas tentativas foi pedir para ele para organizar em ordem numérica simples um arquivo de pastas suspensas. Uma tarefa que uma criança de 10 anos faria com facilidade, mas que depois de 3 horas ele não conseguiu ao menos iniciar. Assim, terminados os três meses do período de experiência ele foi dispensado. Alguns meses depois ele, apoiado pela família, entrou com uma ação de reintegração ao trabalho alegando que ele era esquizofrênico e estaria em surto psicótico naquele período. Não conseguiu nada.

Voltando ao nosso palestrante, ele se apresentou dizendo que era presidente da ABRE (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Pessoas com Esquizofrenia) e ele mesmo um esquizofrênico. Durante meia hora ele contou a sua história e disse que o maior problema da vida dele não é a esquizofrenia, mas sim o estigma da doença. E mais, o mais difícil foi reconhecer o auto estigma. Ele disse que se reconhecer um doente crônico, que precisava tomar medicação para toda a vida foi a maior de todas as dificuldades. Ao final da palestra, com um público com respiração silenciosa pelo impacto, as palmas foram as mais calorosas do dia.

Logo em seguida veio o debate. A mediadora falou: alguma pergunta? Silêncio total. Pela primeira vez não apareceram várias mãos questionadoras. Diante do quase constrangimento os outros palestrantes tomaram o microfone e começaram a comentar. O primeiro deles interpretou que o silêncio era decorrente do impacto causado pelas duas últimas palestras. Eu acho que ele tinha razão. Após isso, uma que outra pergunta surgiu. Quando o tempo já estava quase terminando eu tomei coragem e levantei a minha mão. Foi até estranho quando a mediadora me deu a palavra, lembro que olhei para traz, incrédulo com a oportunidade de falar.

O que eu falei foi mais ou menos assim (talvez gaguejando mais):

Eu não sou da área da saúde, só estou aqui como acompanhante. O que eu quero falar não é uma pergunta, mas dar um testemunho. Eu, há cerca de 15 anos, fui diagnosticado com depressão. Tive algumas crises e, depois de muita insistência, comecei a tomar antidepressivos. A minha qualidade de vida melhorou muito depois da medicação. Só que o meu auto estigma (embora eu saiba que o estigma do depressivo é muito muito menor do de um esquizofrênico) me fez querer parar de tomar a medicação. Com a concordância do terapeuta eu parei. Alguns anos depois tudo voltou com enorme força. Hoje eu voltei tomar a medicação e cheguei à conclusão importante de que admitir o fato de ser depressivo é o primeiro passo. Assim, procuro deixar claro para as pessoas que têm maior convivência comigo (como família e colegas de trabalho) que eu tomo antidepressivos. Eu encaro a depressão como diabetes, ou outra doença crônica qualquer. Se for tratado dá para levar uma vida normal. Eu tenho um blog no qual eu já falei sobre a minha depressão e recebi retorno de algumas pessoas comentando que eles se identificaram muito com o que eu escrevi.

Quando eu terminei de falar eu senti um enorme alívio. Eu tinha matado o dragão daquele dia e estava triunfante com a minha lança na mão. A chave de ouro veio quando a minha donzela me deu um beijo elogiando a minha coragem em falar disso publicamente.

Aquele foi um dia em que eu fiquei feliz por ser quem e o que eu sou.



REFERÊNCIAS:



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A pequeneza

Era um domingo no início de 2010. Tinha ganho ingressos para assistir a peça "O Estrangeiro", numa montagem baseada no livro de Albert Camus (que eu nunca li). Recentemente tinha assistido a uma montagem bem fraca de "Calígula", também de Camus, e tive curiosidade de ver a nova peça para tirar a má impressão. Saí do teatro muito bem impressionado, a história é marcante e a atuação do ator Guilherme Leme excelente. Foi a última peça (não cômica) que assisti. Sinto falta, quero voltar aos teatros.
Albert Camus. Fonte:Wikipédia
O personagem principal, Meursault, está sendo julgado por um assassinato e conta a sua história pequena, sem mágoas, sem remorso. Apenas levado pelos acontecimentos.

Ontem o P me apresentou um ótimo artigo sobre o Paradoxo de Fermi, que explica teorias sobre a solidão (ou não) da Humanidade na imensidão do Universo. Hoje um desentendimento pequeno, mas revelador da minha personalidade, me fez pensar na insignificância da vida diante da imensidão e tempo do Cosmos.

Enrico Fermi. Fonte:Wikipédia
Percebi que os nossos destinos são traçados por nós, mas pequenos percalços nos levam para caminhos completamente inesperados. Assim como aconteceu com Meursault, eu não esperava, mas não posso fugir. Todas as coisas boas que você faça na vida não compensam uma realmente ruim.

No final das contas, isso não vai alterar muito no destino do Universo. Nem para o bem, nem para o mal.

Fontes:

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um pouco sobre transtorno bipolar

Uma recomendação de alguém que não é da área de psiquiatria. Pelo menos não como médico (somente como paciente)


Há pouco mais de um ano falei sobre a minha depressão e crises de ansiedade. Agora, a 8i8 me falou da entrevista da Dra. Doris Moreno no "De Frente Com Gabi" do dia 31/08/2014. A Dra. Doris é, provavelmente, a maior especialista brasileira sobre transtorno bipolar. A clareza que ela se expressa tornaram a entrevista excelente.
Hoje, dia 10/setembro, é o "Dia Mundial de Prevenção do Suicídio", a entrevista é mais do que oportuna.

Fontes:




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Minha profissão de Fé

Imagem: freeimages

Amar não é dizer ou fazer coisas novas todos os dias, mas fazer com que as mesmas coisas feitas e ditas, tantas e tantas vezes, sempre melhorem a vida de quem se ama.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O meu "Morro dos Ventos Uivantes"

Imagem: freeimages.com

É meia noite e 45min. Acabei de ler, exultante, o livro. Áspero e trepidante, nada óbvio. Sem concessões ao romantismo barato e às esperanças vãs de redenção pelo amor, pela idade ou pela expectativa da morte iminente. Mas ao mesmo tempo com uma narrativa lírica que não cai na armadilha do realismo frio sem envolvimento emocional.
8i8, muito obrigado por ter aberto os meus olhos para esta obra prima.
Me identifiquei em vários momentos com os personagens. Mas Heathcliff é a personificação perfeita de uma visão que tive de mim na maior parte da minha vida. A da inadequação social. Ele só buscou caminhos diferentes dos meus.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A Borboleta e o Sapo (uma versão pessoal)

A minha versão da famosa história do sapo e da borboleta.


A borboleta me contou uma história popular entre as da espécie dela.

A história é sobre um sapo feio e rabugento que ficava o tempo todo parado imóvel, só observando. Enquanto isso as borboletas incautas, voavam lindamente a sua volta. As borboletas são senhoras de si, tão lindas e esbeltas, um capricho da natureza. Os seres mais lindos e delicados sobre a face da Terra. Ninguém gostava do sapo, aquela criatura gosmenta e abjeta, um grotesco ser sobre a mesma Terra. Ocorre que de quando em quando, numa fração de tempo, o sapo lançava a sua língua pegajosa sobre uma das borboletas. Essa, sem chance alguma, acabava tragada e engolida pelo sapo. E a cada vez que isso ocorria mais e mais o sapo tornava-se mal quisto... Como podia o sapo fazer aquilo com a criatura mais bela?

sapo e borboleta
Sapo rabugento e a borboleta do frio (imagens stock.xchng adaptadas)

Acontece que a história não termina aí. A lição não é que devemos ter cuidado com as ameaças que nos cercam, mesmo quando somos abençoados com algum dom...

Um dia chegou uma borboleta que veio de um lugar muito frio do alto da serra. Ela, aparentemente, era como as outras. Só havia duas opções, ou ela escaparia do sapo e seguiria o seu voo majestoso, ou seria mais uma das presas do batráquio. Num certo momento a borboletinha do frio chegou perto demais do sapo. Todos na floresta anteviram o final triste da novata. Então a borboleta se mostrou preparada, ela não era igual as outras. Quando ela estava por um triz de ser arrebatada olhou sem pudor para o sapo. Foi aí que ela descobriu que, na verdade, o que ninguém sabia é que o sapo não era rabugento. O sapo era triste...

Naquele milésimo de segundo que o sapo começou a lançar a sua língua, a borboletinha foi mais rápida e engoliu o sapo inteiro. E foi nesse instante mágico, que contraria toda a natureza, que a borboleta se transforma em uma garotinha feliz que, no lugar do coração, tem agora pulsando um sapo sorridente...

Menina e sapo
Menina feliz com o coração de sapo sorridente (imagens stock.xchng adaptadas)

Na internet encontrei várias histórias contadas envolvendo sapos e borboletas. Quem tiver curiosidade veja nos links abaixo. Eu só sei de uma que é verdadeira, a minha.

Fontes (alternativas):



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O beijo e a personalidade


Imagem: stock.xchng

Estava explicando para a borboleta que tenho uma teoria, muito intuitiva, que diz que as pessoas beijam conforme a sua personalidade. Quando você não conhece bem uma pessoa e voces dois se beijam, você descobre mais sobre ela do que horas de conversa. O beijo carrega um pedaço da alma que não pode ser escondido...

Foi quando ela me interrompeu e disse: então o beijo é uma espécie de cartão de visitas?

Realmente é, só que é um cartão para poucos...

Adorei a observação. Obrigado borboleta.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O trabalho dos outros

Uma coisa que aprendi nos vários empregos e funções diferentes que tive é que, SEMPRE, o trabalho dos outros parece mais simples do que é. Costumamos criticar o trabalho do colega, do fornecedor, do cliente, etc. argumentando que é “só” fazer tal coisa para que dê certo. Só que quando nos vemos tendo que realizar o mesmo tipo de tarefa ou operação pela primeira vez é comum entrarmos em pânico. A nossa falta de prática e/ou conhecimento de um ou mais aspectos específicos do trabalho alheio nos faz pensar e ter mais respeito pelo parceiro profissional. Pode ser que, com o tempo, você acabe realizando a tarefa de um modo mais eficaz do quem fazia antes, mas isso requer um aprendizado e uma adaptação.
Motoniveladora (patrola) - Fonte: Wikipédia
Da mesma forma imagino que quando julgamos o trabalho de qualquer pessoa que exerce uma profissão completamente diferente da sua, devemos ter o mínimo de respeito. Sobre este fato, me lembrei de uma história contada por um professor na faculdade. Ele já era um profissional altamente reconhecido no mercado, com ampla formação, um dos maiores especialistas na sua área no Brasil. Pois bem, ele estava numa obra de terraplenagem e não gostou do trabalho que estava sendo feito por um operador de motoniveladora (conhecida pelo público em geral como patrola). Quando ele reclamou, em público, do trabalho do operário este fez um desafio ao professor: “então o senhor me mostra como eu faço”. Pois bem, grande erro, o professor aceitou o desafio. Quando entrou na cabine da máquina, embora soubesse perfeitamente (na teoria) como a máquina funcionava (ela tem um grande número de alavancas e comandos), não conseguiu fazer nada direito. Saiu da patrola humilhado. Quando ele nos contou a história disse que foi a situação mais vexatória da vida dele.

Portanto, sempre que eu olho alguém fazendo uma coisa que eu não fiz ainda, primeiro eu vejo com respeito. Só depois eu penso se de alguma forma eu poderia fazer melhor.

Fonte:
- Motoniveladora: http://pt.wikipedia.org/wiki/Motoniveladora