Páginas

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O meu "Morro dos Ventos Uivantes"

Imagem: freeimages.com

É meia noite e 45min. Acabei de ler, exultante, o livro. Áspero e trepidante, nada óbvio. Sem concessões ao romantismo barato e às esperanças vãs de redenção pelo amor, pela idade ou pela expectativa da morte iminente. Mas ao mesmo tempo com uma narrativa lírica que não cai na armadilha do realismo frio sem envolvimento emocional.
8i8, muito obrigado por ter aberto os meus olhos para esta obra prima.
Me identifiquei em vários momentos com os personagens. Mas Heathcliff é a personificação perfeita de uma visão que tive de mim na maior parte da minha vida. A da inadequação social. Ele só buscou caminhos diferentes dos meus.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A Borboleta e o Sapo (uma versão pessoal)

A minha versão da famosa história do sapo e da borboleta.


A borboleta me contou uma história popular entre as da espécie dela.

A história é sobre um sapo feio e rabugento que ficava o tempo todo parado imóvel, só observando. Enquanto isso as borboletas incautas, voavam lindamente a sua volta. As borboletas são senhoras de si, tão lindas e esbeltas, um capricho da natureza. Os seres mais lindos e delicados sobre a face da Terra. Ninguém gostava do sapo, aquela criatura gosmenta e abjeta, um grotesco ser sobre a mesma Terra. Ocorre que de quando em quando, numa fração de tempo, o sapo lançava a sua língua pegajosa sobre uma das borboletas. Essa, sem chance alguma, acabava tragada e engolida pelo sapo. E a cada vez que isso ocorria mais e mais o sapo tornava-se mal quisto... Como podia o sapo fazer aquilo com a criatura mais bela?

sapo e borboleta
Sapo rabugento e a borboleta do frio (imagens stock.xchng adaptadas)

Acontece que a história não termina aí. A lição não é que devemos ter cuidado com as ameaças que nos cercam, mesmo quando somos abençoados com algum dom...

Um dia chegou uma borboleta que veio de um lugar muito frio do alto da serra. Ela, aparentemente, era como as outras. Só havia duas opções, ou ela escaparia do sapo e seguiria o seu voo majestoso, ou seria mais uma das presas do batráquio. Num certo momento a borboletinha do frio chegou perto demais do sapo. Todos na floresta anteviram o final triste da novata. Então a borboleta se mostrou preparada, ela não era igual as outras. Quando ela estava por um triz de ser arrebatada olhou sem pudor para o sapo. Foi aí que ela descobriu que, na verdade, o que ninguém sabia é que o sapo não era rabugento. O sapo era triste...

Naquele milésimo de segundo que o sapo começou a lançar a sua língua, a borboletinha foi mais rápida e engoliu o sapo inteiro. E foi nesse instante mágico, que contraria toda a natureza, que a borboleta se transforma em uma garotinha feliz que, no lugar do coração, tem agora pulsando um sapo sorridente...

Menina e sapo
Menina feliz com o coração de sapo sorridente (imagens stock.xchng adaptadas)

Na internet encontrei várias histórias contadas envolvendo sapos e borboletas. Quem tiver curiosidade veja nos links abaixo. Eu só sei de uma que é verdadeira, a minha.

Fontes (alternativas):



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O beijo e a personalidade


Imagem: stock.xchng

Estava explicando para a borboleta que tenho uma teoria, muito intuitiva, que diz que as pessoas beijam conforme a sua personalidade. Quando você não conhece bem uma pessoa e voces dois se beijam, você descobre mais sobre ela do que horas de conversa. O beijo carrega um pedaço da alma que não pode ser escondido...

Foi quando ela me interrompeu e disse: então o beijo é uma espécie de cartão de visitas?

Realmente é, só que é um cartão para poucos...

Adorei a observação. Obrigado borboleta.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O trabalho dos outros

Uma coisa que aprendi nos vários empregos e funções diferentes que tive é que, SEMPRE, o trabalho dos outros parece mais simples do que é. Costumamos criticar o trabalho do colega, do fornecedor, do cliente, etc. argumentando que é “só” fazer tal coisa para que dê certo. Só que quando nos vemos tendo que realizar o mesmo tipo de tarefa ou operação pela primeira vez é comum entrarmos em pânico. A nossa falta de prática e/ou conhecimento de um ou mais aspectos específicos do trabalho alheio nos faz pensar e ter mais respeito pelo parceiro profissional. Pode ser que, com o tempo, você acabe realizando a tarefa de um modo mais eficaz do quem fazia antes, mas isso requer um aprendizado e uma adaptação.
Motoniveladora (patrola) - Fonte: Wikipédia
Da mesma forma imagino que quando julgamos o trabalho de qualquer pessoa que exerce uma profissão completamente diferente da sua, devemos ter o mínimo de respeito. Sobre este fato, me lembrei de uma história contada por um professor na faculdade. Ele já era um profissional altamente reconhecido no mercado, com ampla formação, um dos maiores especialistas na sua área no Brasil. Pois bem, ele estava numa obra de terraplenagem e não gostou do trabalho que estava sendo feito por um operador de motoniveladora (conhecida pelo público em geral como patrola). Quando ele reclamou, em público, do trabalho do operário este fez um desafio ao professor: “então o senhor me mostra como eu faço”. Pois bem, grande erro, o professor aceitou o desafio. Quando entrou na cabine da máquina, embora soubesse perfeitamente (na teoria) como a máquina funcionava (ela tem um grande número de alavancas e comandos), não conseguiu fazer nada direito. Saiu da patrola humilhado. Quando ele nos contou a história disse que foi a situação mais vexatória da vida dele.

Portanto, sempre que eu olho alguém fazendo uma coisa que eu não fiz ainda, primeiro eu vejo com respeito. Só depois eu penso se de alguma forma eu poderia fazer melhor.

Fonte:
- Motoniveladora: http://pt.wikipedia.org/wiki/Motoniveladora

segunda-feira, 18 de novembro de 2013