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domingo, 19 de maio de 2013

O corretor da Língua Portuguesa e a "faixa etária de renda".

Entrei na imobiliária e rapidamente o corretor veio me atender, me fez sentar e ofereceu um cafezinho. Agradeci e disse que tipo de imóvel estava procurando. Em seguida ele me perguntou qual a faixa "etária" do imóvel que eu estava disposto a pagar. Achei que tinha ouvido errado e seguimos a conversa. Ele me mostrou na lista que ele tinha todos os apartamentos que estavam dentro do valor e especificações que eu dei. Em seguida falamos sobre a forma de pagamento e eu disse que deveria ser financiado. Foi então que ele fez uma nova pergunta: qual a sua faixa "etária" de renda? Dessa vez eu tive certeza que ouvi certo.
Ficamos conversando por mais de meia hora, visitamos imóveis à venda, etc. Infelizmente o negócio do apartamento não saiu, apesar da gentileza do corretor.
Voltei para casa e procurei na internet qual a minha faixa etária. Achei as respostas mais diferentes possíveis.   Só a título de curiosidade, olhem os sites abaixo:
Conclusão, o corretor, com o seu erro de Português, colocou uma dúvida na minha cabeça. Eu sei qual o valor da minha renda e do imóvel que quero adquirir, mas não sei ainda a minha "faixa etária".

Frases do Homer Simpson para usar durante a vida.

Num post antigo já falei de desenhos animados. Agora, volto a falar por um motivo específico, frases que achei muito engraçadas e que costumava usar, de brincadeira, com frequência.
Não sei bem quando os Simpsons começaram a passar na Globo, mas foi lá que eu assisti pela primeira vez.   Confesso que no início fiquei um pouco chocado. Era uma linguagem e uma temática completamente diferente dos desenhos que passavam na TV daquela época. Era muito "adulto" para um desenho. Assisti a muitos episódios, mas sem ver todos. Gostava de dizer que admirava o Homer porque eu me sentia um pouco fracassado, mas diante do fracasso completo que ele representava, me sentia um pouco mais animado.
Pois bem, o seriado já fez história com os seus mais de 20 anos no ar, e os meus filhos adoram as reprises. Porém, os primeiros episódios não passam mais. Tem um deles que passou na segunda temporada (os dados técnicos seguem abaixo).
150px-One Fish Two Fish Blowfish Blue Fish

Nome: "Todo mundo morre um dia"
Nome Original: "One Fish, Two Fish, Blowfish, Blue Fish"
Temporada: 2
Episódio nº24
Primeira Transmissão: 
24/01/1991



No episódio, Homer vai comer um sashimi de Baiacu venenoso (Fugu), passa mal e acha que vai morrer em 24h. Diante disso ele resolve acertar as suas pendências com a família. Lembro claramente dele falando para o Bart três frases que ele deveria usar pelo resto da vida. Só que, com o tempo, esqueci uma das frases. Felizmente há alguns meses o anjo encontrou no Facebook as tais frases. Fui pesquisar no Youtube e trago agora elas, conforme a dublagem brasileira. A partir dos 9min15seg do episódio:

As três frasezinhas que farão você passar pela vida:
Número 1: Segura pra mim.
Número 2: Ah, boa ideia patrão!
Número 3: Já estava assim quando eu cheguei.

Só não usem demais senão perde a graça.

Fonte: 
http://pt.simpsons.wikia.com/wiki/Todo_mundo_morre_um_dia




quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tolerância Religiosa, os Direitos Humanos e a Condição Feminina

Voltando ao tema da tolerância religiosa, resolvi abordar as questões da condição feminina. Sobre esse último assunto, o primeiro livro que me vem à mente é "Sexo e Poder", onde o sueco Göran Therborn faz um incrível comparativo das relações familiares em todas as parte do mundo, ao longo de todo o século XX. Lembro que quando o li, uma das coisas que mais me surpreendeu, foi a condição da mulher indiana. Ao contrario do que eu imaginava, e de como é o senso comum, a mulher hindu, pelo menos ao longo do século XX, esteve em condição muito mais inferiorizada no casamento do que a mulher muçulmana.
Mas então, por que aqui no Brasil, quando damos exemplos de mulheres submissas sempre lembramos das muçulmanas ortodoxas? Na minha opinião é porque a mídia internacional dá muito mais destaque para elas do que para as hindus. No Brasil, tanto a população de hindus quanto de muçulmanas ainda é muito pequena para termos o impacto nas ruas.
De qualquer forma, a "média" da população condena a condição feminina nessas religiões. É claro que isso é uma generalização MUITO grosseira. O islamismo, assim como o cristianismo, tem várias vertentes e a condição feminina varia em todas elas, além de variar de acordo com o grau de instrução, a classe econômica e a região onde vivem. Mas, vamos supor que, novamente, a "média" condene o uso de véus que cubram o corpo todo. O que nos dá o direito de fazermos esse tipo de condenação?
Fui procurar Declaração Universal dos Direitos Humanos e encontrei lá que os direitos não fazem distinção de sexo ou religião (Artigo II), mas também fala da liberdade religiosa (Artigo XVIII). E, embora alguns países nunca a tenham respeitado (nem mesmo formalmente), a nossa Constituição tem um capítulo inteiro para garantí-los. Ainda assim eu fiquei em dúvida. Como pode ser garantida a liberdade religiosa e a igualdade entre os sexos se a maior parte das religiões fazem distinções que inferiorizam a mulher?
Acho que a resposta deve ser dada pelas próprias interessadas. Deixemos que elas decidam se querem ou não terem direitos iguais. Deixemos que elas exerçam o seu livre-arbítrio. Aí você me pergunta: como pode uma mulher que pertence a uma determinada seita que não lhe permite em nada opinar exercer o seu livre-arbítrio? Exercer, talvez não, mas, como diria Millor Fernandes, "livre pensar é só pensar".
Por outro lado, há muitas mulheres que do mais profundo dos seus desejos, não querem mudar realmente a sua condição de inferioridade. Essas mulheres não se enxergam assim. Eu cheguei a essa conclusão de uma maneira meio torta, assistindo ao vídeo "Deus"* do canal Porta dos Fundos no YouTube.
No vídeo uma mulher descobre que Deus não era quem ela pensava. E mais, descobre que todos os grandes nomes da História e da religião também estavam errados. Pois bem, para a maioria das pessoas, descobrir que tudo o que você acreditava está completamente errado é o mesmo que morrer espiritualmente. Muitos preferem manter a sua vida imutável para não perderem todo o sentido de suas vidas.

 atenção esse vídeo pode ser ofensivo para algumas audiências.


FONTES:



Livro: Sexo e Poder: A Família
no Mundo 1900-2000(Göran Therborn) Editora Contexto, 2006

http://www.editoracontexto.com.br/sexo-e-poder.html

Censo 2010 - Religiões: ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Caracteristicas_Gerais_Religiao_Deficiencia/tab1_4.pdf

História da Declaração Universal dos Direitos Humanos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Universal_dos_Direitos_Humanos

Constituição Federal: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Para ter uma outra visão sobre as muçulmanas no Brasil: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MA/article/viewFile/698/699<>

sábado, 11 de maio de 2013

A Liberdade de Expressão e a Intolerância Religiosa

Relendo os meus posts anteriores percebi que o tema da liberdade de expressão é recorrente (e olha que eu nem sou jornalista). Mas achei necessário falar sobre isso com o enfoque da intolerância religiosa.
Semana passada, navegando pelos sites de notícias, duas reportagens me chamaram especialmente a atenção. A primeira foi sobre a prisão do Pastor Marcos Pereira,  a segunda foi sobre a divulgação da descoberta da (possível) cordilheira de granito na Elevação Rio Grande no Atlântico. Ambas notícias bem badaladas na mídia e sobre as quais não preciso falar. Mas, o que mais me chamou a atenção foram, mais uma vez, os comentários.
Já disse que a internet é o melhor lugar de fazer inimigos anônimos. Estou cada vez mais convencido disso. Lendo os comentários vejo expressados os mais primários preconceitos religiosos e xingamentos (a pesar da censura dos mediadores dos sites). Tenho a sensação de que as opiniões sobre as crenças religiosas (mesmo daqueles que se declaram ateus) estão ficando cada vez mais radicais. O Brasil foi, por muito tempo, considerado um país onde a diversidade cultural era bastante respeitada. Por outro lado, nesse último meio-século, não lembro de tensões religiosas (que eu imaginava não existirem no País) tão afloradas.
Procurando na internet, descobri que a impressão não é só minha. Tanto que foi criado, em 2007, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro).
Mas, e sobre os  comentários? Será que alguém tem o direito de ofender quem apenas tem opinião contrária à sua? A mesma Constituição que nos dá direito à livre expressão independente de censura (Art. 5º, Inciso IX) é a que garante a liberdade religiosa (no mesmo Art. 5º, porém no Inciso VI).
Neste ponto cabe um parêntese. Thomas Hobbes (pensador inglês do século XVII) definia  , genericamente, a Liberdade como a ausência de limites à vontade pessoal e, com essa ausência, vinham as disputas pessoais e o caos social. A maneira de resolver isso seria através de um "contrato social" com um "soberano" que limitaria essa liberdade em favor de uma estabilidade. Muitos viram isso apenas como uma defesa do Estado Autoritário, e talvez essa tenha sido mesmo a única opção na época de Hobbes. Porém, hoje, temos a opção de fazermos o contrato escrito pelas leis e constituições, não sendo, na minha opinião, nada necessário uma ditadura para garantir a estabilidade.
Terminado o parêntese, fica a pergunta: será que somos tão incompetentes como humanos e seres sociais que não conseguimos nos conformar com o direito dos outros te terem as suas próprias crenças sem entrarmos em conflito?
Intolerância Religiosa

FONTES:
Artigos que questionam a liberdade de expressão e a intolerância religiosa:
http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/expressar-opiniao-nao-e-crime-diz-alexandre-garcia-sobre-caso-feliciano/
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2013/04/12/noticiasjornalopiniao,3037401/estamos-prontos-para-a-liberdade-de-expressao.shtml

Organizações que defendem a liberdade de expressão na internet:
http://www.baraodeitarare.org.br/index.php/denuncia
http://artigo19.org/
http://www.oas.org/es/cidh/expresion/showarticle.asp?artID=848&lID=2

Liberdade Religiosa:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Intoler%C3%A2ncia_religiosa

Constituição Brasileira:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

O Cético e o Anjo

Já declarei que sou cético, portanto não acredito em anjos. Mas estou aberto às possibilidades que a vida apresenta. Tem uma porção de coincidências estranhas que acontecem na vida da gente que até dá vontade de acreditar nos tais anjos.
Minha vida quase sempre foi uma montanha russa de emocional. Porém, todas as vezes que eu estava chegando ao fundo do poço, ocorreu algum fato totalmente inesperado que me resgatou e reavivou as minhas esperanças.
A última vez que isso ocorreu, eu andava navegando (melhor dizer à deriva) no ciberespaço, procurando alguém. Não tinha mais esperanças, somente vontade de empurrar com a barriga. Muito pouco tempo depois surgiu uma pessoa (ou melhor um anjo). Pipocou na tela aquela mensagem "oi", e daí para frente mudou completamente a minha vida.

Anjo Tatuado
Só que os anjos também precisam viver e têm as suas necessidades. E assim o anjo foi embora, esperando que alguém faça tão bem para ele quanto ele fez para mim.
Obrigado anjo, só hoje percebi as pequenas asas marcadas nas suas costas.